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Inverno no Brasil: Previsões apontam para uma estação menos rigorosa, influenciada pelo El Niño
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Foto: Internet / Reprodução -
Na maior parte do país, as temperaturas devem ficar acima da média, segundo o Inmet/Inpe. A previsão é de menos chuva em razão do fenômeno El Niño, com exceção da Região Sul.
O inverno está prestes a começar no hemisfério sul, oficialmente marcado para esta quarta-feira às 11h58. No entanto, espera-se que a estação mais fria do ano seja menos rigorosa devido à influência do El Niño, um fenômeno meteorológico que eleva as temperaturas.
O início do inverno é conhecido como solstício de inverno, o dia com menos horas de luz do que qualquer outro do ano.
Veja como o inverno será em cada região do Brasil, de acordo com as previsões do Inmet/Inpe:
Norte:
- Chuvas: espera-se que fique abaixo da média, especialmente nas partes mais equatoriais, devido ao El Niño. Episódios de friagem estão previstos em Rondônia, Acre e sul do Amazonas.
- Temperatura: acima da média na maior parte da região, com a possibilidade de geada em alguns locais.
- Risco de queimadas: a falta de chuva no sul da Amazônia é comum entre julho e setembro, aumentando a chance de queimadas e incêndios florestais devido à alta temperatura e baixa umidade relativa do ar.
Nordeste:
- Chuvas: espera-se menos chuva em geral, exceto no interior nordestino, onde o volume de chuva deve ficar próximo da média.
- Temperatura: mais alta do que a média na grande parte do Nordeste, enquanto uma área próxima ao litoral deve ficar dentro da média.
Centro-Oeste:
- Chuvas: abaixo da média histórica em toda a região, com diminuição da umidade relativa do ar, que pode ficar abaixo de 30% e até mesmo abaixo de 20% em alguns momentos.
- Temperatura: mais alta do que o normal, devido à permanência de massas de ar seco e quente. Pode ocorrer formação de geada em Mato Grosso do Sul e episódios de friagem em Mato Grosso.
- Nevoeiro: é comum a formação de nevoeiros devido às inversões térmicas durante as manhãs, o que reduz a visibilidade, principalmente em estradas e aeroportos.
- Risco de queimadas: devido ao inverno já ser mais seco na região, os incêndios florestais podem se tornar um problema, especialmente com as temperaturas mais altas.
Sudeste:
- Chuvas: deve ficar próximo da média, podendo intensificar-se no litoral sul da região com a passagem de frentes frias.
- Temperatura: acima da média para o inverno, mas pode ocorrer geada em alguns pontos isolados.
- Nevoeiro: inversões térmicas durante as manhãs podem levar à formação de nevoeiros, alegria a visibilidade em estradas e aeroportos.
Sul:
- Chuvas: próximos ou acima da média no Rio Grande do Sul e Santa Catarina, enquanto no Paraná espera-se chuvas abaixo da média. Pode ocorrer formação de geada e queda de neve nas áreas serranas e planaltos da Região Sul.
- Temperatura: acima da média na maior parte do inverno, embora alguns dias possam registrar a chegada de massas de ar polar, provocada em temperaturas mais baixas e geada nos pontos mais altos.
- Nevoeiro: inversões térmicas durante as manhãs podem levar à formação de nevoeiros, com redução de visibilidade, especialmente em estradas e aeroportos.
É importante ressaltar que a Região Sul ainda se recupera do ciclone extratropical que consumiu o Rio Grande do Sul e causou mortes. Alguns alertas para a região são:
- Em julho: risco de temporais no Rio Grande do Sul e em Santa Catarina.
- Em agosto: maior chance de geada e neve.
- Em setembro: ondas de calor.
O El Niño é o aquecimento das águas do Oceano Pacífico. Após o fim do fenômeno La Niña, que resfria as águas do Pacífico, o El Niño começou a se manifestar com um rápido aquecimento das águas do Pacífico Equatorial, confirmado nas últimas semanas.
O El Niño impacta na distribuição das chuvas em várias partes do mundo, incluindo o Brasil. Ele deixa o ar mais seco, dificultando a formação de chuvas, e também dificultando o avanço de frentes frias, causado em quedas de temperatura mais sutis e breves.
É importante destacar que o inverno menos rigoroso no Brasil não está diretamente relacionado ao aquecimento global. A variabilidade climática, como o El Niño, difere das mudanças climáticas, que são alterações definitivas no padrão climático global. No entanto, as mudanças climáticas podem afetar esses padrões de variabilidade, uma vez que a circulação dos oceanos também será positiva.
Existe a possibilidade de o El Niño se tornar um Super El Niño, com uma intensidade ainda maior. Diversos modelos mostram alta probabilidade de persistência do El Niño nos próximos meses, podendo prolongar-se até a primavera.

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